Projeto “Pontes ao conhecimento” amplia o acesso de pessoas com deficiência e grupos em situação de vulnerabilidade à memória da Justiça do Trabalho
O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) venceu o Prêmio Justiça do Trabalho Acessível – Edição 2026, na dimensão Comunicacional, com o projeto “Pontes ao conhecimento: promovendo acessibilidade, inclusão e conhecimento”. A premiação será realizada durante o II Seminário Ativismos para Luta Anticapacitista na Justiça do Trabalho, que ocorrerá nos dias 22 e 23 de setembro, na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
A iniciativa amplia o acesso de pessoas com deficiência e de grupos em situação de vulnerabilidade à memória da Justiça do Trabalho. Por meio de visitas adaptadas ao Memorial Pontes de Miranda (MPM), o público conhece a história da instituição, a evolução dos direitos sociais e o funcionamento do Poder Judiciário.
O projeto é desenvolvido pela Seção de Equidade, Sustentabilidade, Acessibilidade, Inclusão e Proteção de Dados, pelo Subcomitê de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade e pelo Memorial Pontes de Miranda. Integram a equipe responsável a juíza do trabalho Verônica Guedes de Andrade, coordenadora do Subcomitê Gestor Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade; Rodrigo José Rodrigues Bezerra, da Seção de Equidade, Sustentabilidade, Acessibilidade, Inclusão e Proteção de Dados; e Osvaldo Zaidan Filho, do MPM.
Antes das visitas, a equipe identifica o grau de conhecimento dos participantes sobre o papel e o funcionamento do Judiciário. Com base nesse diagnóstico, o conteúdo e a forma de apresentação são adaptados às características de cada grupo.
As ações atendem jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, pessoas idosas, crianças da rede pública de ensino, pessoas com deficiência e grupos ligados à equidade de gênero e à diversidade. Recursos como Libras, Braille e linguagem simples contribuem para tornar as informações mais acessíveis.
Além das visitas mediadas ao acervo, a proposta prevê capacitação das equipes para o atendimento inclusivo e palestras sobre direitos fundamentais. O trabalho segue princípios do Desenho Universal para Aprendizagem (DUA) e busca eliminar barreiras que dificultam o acesso à informação e ao conhecimento.
De acordo com Rodrigo Rodrigues, os projetos inscritos no prêmio concorreram em seis dimensões de acessibilidade: gestão, arquitetônica e urbanística, comunicacional, de serviços, tecnológica e atitudinal. “Essa conquista valoriza um trabalho construído de forma coletiva e nos estimula a avançar na eliminação de barreiras para que cada vez mais pessoas possam conhecer e compreender a Justiça do Trabalho”, destacou.
Já o historiador Oswaldo Zaidan, lembrou que o projeto amplia o acesso à história dos direitos trabalhistas e sociais. “Com a iniciativa, o patrimônio histórico e documental preservado pelo Memorial Pontes de Miranda também passa a ser utilizado como instrumento de educação para a cidadania”, afirmou.